As
Quinas.
Um pilar na fundação do "ser português", ou "portugalidade", expressão que conheceu o seu ponto de rebuçado durante o Euro 2004. Nove anos antes, as quinas procuravam significado e substância de substrato com afinco, e foi na
bola que o fizeram. Mais concretamente na cidade de
Marcelo, Tó-Sá e os restantes estudantes.
Cinco era o número em voga.
Cinco de revivalismo.
Cinco de pujança.
Cinco de bola.
Cinco de minutos.
O espadachim
Rui Carlos destanciava-se dos demais pelo seu ar cristão e defensor dos bons costumes da monarquia de
D.Duarte Pio I, o Sagaz. Com uma perinha cuidadosamente aparada e desenhada, impunha o temor que só um fidalgo de bom sangue, espadachim de eleição, o poderia fazer. Porém, não o poderia fazer sozinho.
Tinha a seu lado um mito.
Mito, para ser mais concreto. Este mito da bola,
Mito, rivalizava claramente com
Mickey pelo título de melhor alcunha coimbrã. Rivalidade essa que foi o cerne da afamada e infame
Questão Coimbrã, que não foi mais senão a expulsão de
Mickey do grupo dos
Quinas por "este grupo ser pequeno demais para ambos os dois." (dixit Mito, 1994). Desta feita, outro valente espadachim tomou o seu lugar.
Um jovem aspirante a altos vôos. Seu nome era Jorge Silva e seu sonho era jogar na selecção nacional. Um jovem de grande valor táctico, que se movimentava no relvado ao ritmo e sequência de uma partida de xadrez. Este jovem foi posto debaixo da asa fraterna e atenta de um mito da bola:
Febras.
Não mito
Mito, mas mito assim com minúscula.
Febras. O seu ar brolhesco não engana. Era o mais rudimentar de todos, mas destacava-se claramente por ser o autor da famosa frase, que ainda perdura nos dias de hoje: "A febra marchava!..." Claro que a sua alcunha não estará directamente relacionada com este facto, pois este orgulhoso portador de monocelha tão robusta era mesmo especialista em pôr as febras no tacho.
Estes quatro valentes e valorosos espadachins levitavam á volta de
Dinis, o grande guru. Palavras para quê? Grande
Dinis.
Grande, grande
Dinis.
És grande,
Dinis.
És um mito.
o que seria do mundo da bola sem registos fotograficos?